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ONGs se únem para proteger desova de tartaruga Abrir página em PDF Abrir para impressão Indique esta página a um amigo
Amazônia Jornal   
13-Jul-2006

Ambientalistas de Algodoal, na ilha de Maiandeua, estão preocupados com o destino dos ovos de uma tartaruga marinha, enterrados na praia da Princesa.

A tartaruga desovou na praia às 2 horas do dia 18 de maio e a qualquer momento os ovos podem eclodir. A preocupação dos ambientalistas passa pelo descaso das autoridades públicas e com o grande fluxo de pessoas que procura Algodoal no mês de julho, o que pode resultar em depredação dos ovos ou dos filhotes de tartaruga.

O advogado Marcelo Silva da Costa, diretor da Suatá Associação Pró-Ilha de Algodoal Maiandeua, comunicou o fato ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no dia 3 de julho e até ontem nenhuma providência havia sido tomada a respeito. Ontem Marcelo fez a comunicação à Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) e prestou depoimento a respeito no Ministério Público Estadual. A assessoria de comunicação do Ibama informou ao Amazônia Hoje que, ao receber o comunicado, fez o encaminhamento para a Sectam, que é responsável pelo atendimento da Área de Proteção Ambiental (APA) Algodoal Maiandeua, criada em 1990.

Helena de Cristo Souza, diretora do Grupo Ecológico Maiandeua (Gema), mora na praia da Princesa. Foi ela que viu a cena na madrugada do dia 18. A tartaruga botou os ovos ao lado do bar e restaurante La-Dune Drink’s, propriedade de Helena. Ela conta que ajudou o animal a voltar para a água, com ajuda de amigos, apagou as pegadas e está tentando proteger os ovos até hoje. Helena e membros da Gema providenciaram uma cerca para proteger o ninho da tartaruga. Ela pede providência urgente por que próximo ao ninho está sendo montado um palco, onde vai ocorrer um show no dia 22 de julho. 'Não sabemos o que fazer, espero que a solução venha antes desse show, aguardamos ansiosos a chegada dos técnicos', declarou.

Uma equipe da Divisão de Fauna e Flora da Coordenação de Fiscalização da Sectam, embarca hoje para a ilha de Algodoal, para averiguar a situação. Desembarcarão na ilha a bióloga Simone Linhares e o engenheiro agrônomo Lahire Dillon Fonseca de Figueiredo Filho.

Comentários
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LUZIVALDO LIMA   |26/08/08
Embora seja "louvável" a atitude de Helena na tentativa de "proteger" os ovos de tartaruga, o mais sensato seria a saída dos bares daqueles locais, visto que estes (bares) estão ocupando a área decenária de desova das tartarugas, a exemplo do projeto "Tamar", a proibir a construção ou acesso de pessoas, principalmente, naquela temporada de desova. Que pena não se poder contar com a providêndcia do poder público na retirada dessas irracionais e perniciosas construções ilegais. Espera-se que a verdadeira consciência ambiental permeie a mente dos que, em detrimento dos próprios interesses econômicos, protejam os reais valores ambientais, implícitos nas atitudes cínicas de suposta proteção.
Outro exemplo, é a construção do trapiche perto do nicho (nascedouro/centro de reprodução e mariscamento de aves e guarás).
Que fique bem clara a conscientização implícita na atitude de destruição dos locais de reprodução das nossas cansadas e tão esquecidas tartarugas marinhas.
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