Ecologia
Algodoal recebe uma nobre visitante
| Algodoal recebe uma nobre visitante |
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| Jana Teofilo | ||||||
| 18-Jul-2006 | ||||||
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Para assegurar que Maiandeua é um paraíso ecológico, neste início de verão 2006, uma grande tartaruga marinha voltou à ilha para desovar. Diferentemente de outras temporadas em que estaria submetida às agressões dos habitantes, neste ano ela desovou em segurança e sua ninhada foi um sucesso, alegrando a todos.
{jgflv file:=[videos/turtle.flv] width:=[386] height:=[288] autostart:=[false]} As primeiras tartarugas marinhas se desenvolveram na Terra há cerca de 150 milhões de anos e preservam até hoje sua principal característica: o casco protetor, formado pela fusão de costelas e vértebras. Desde então as tartarugas evoluíram e se diferenciaram devido as condições do seu habitat. Nos últimos quatro séculos, porém, a degradação ambiental, ocupação das áreas litorâneas de forma desordenada, a atividade pesqueira industrial, etc, transformaram significativamente as condições de vida dessas nobres filhas da Terra, colocando-as na lista dos animais em extinção no planeta. No Brasil, em 1979, por iniciativa da bióloga Maria Tereza Jorge Pádua, chefe do Departamento de Fauna do então Instituto Brasileiro de Defesa Florestal (IBDF), atual Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), forma-se a primeira equipe incumbida de proteger as tartarugas marinhas em nosso litoral. Desde então, mais de seis milhões de filhotes foram liberados em segurança ao mar pelo Projeto TAMAR-IBAMA, nas 21 bases distribuídas em mais de mil quilômetros praias. As avaliações confirmam que além do efetivo trabalho de monitoramento e proteção, o envolvimento das comunidades litorâneas e a conscientização de toda a sociedade fizeram com que a caça deixasse de ser a principal ameaça às tartarugas marinhas. Presente na vida do homem desde a Idade da Pedra, a 2 milhões de anos, tanto na alimentação quanto na fabricação de utensílios, a vida das tartarugas começou a ficar ameaçada no século XV, a partir do momento em que a exploração para fins comerciais se alargou, transformada em alimentação requintada, jóias e outros adornos sofisticados, sua carne fresca servia ainda como poderosa arma contra o escorbuto (doença provocada pela carência de vitamina c, com aparecimento de lesão da mucosa intestinal, com hemorragia digestiva, vermelhidão das gengivas). No século XXI, em tempos de biotecnologia, novos planos são traçados para as tartarugas marinhas. Foi buscando conhecer seus mecanismos de navegação que surgiu uma teoria que sugere uma capacidade de detectar o ângulo e a intensidade do campo magnético terrestre. Assim elas conseguem determinar sua latitude e longitude, e, conseqüentemente, a posição em mar aberto. Com uma capacidade tão fantástica de localização e, principalmente, de sobrevivência, é mais que um dever, é um compromisso ético do homem contemporâneo contribuir para qualquer programa de conservação marinha. Principalmente, sendo ele dependente dos ecossistemas marinhos ou do turismo ecológico.
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