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Boto: o golfinho encantado da Amazônia Abrir página em PDF Abrir para impressão Indique esta página a um amigo
Marcio Luis   
20-Jul-2006

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Não há nada mais agradável do que ser acompanhado por golfinhos na travessia Marudá/Algodoal. O espetáculo serve de preparação para que se chegue a Algodoal em comunhão com a natureza. E como Algodoal está na Amazônia, o que faz com que sua beleza natural seja exótica, um misto de floresta e mar, nossos golfinhos são chamados de botos.

Botos são os golfinhos de rio. Existem cinco espécies destes animais. O boto rosa, por exemplo, pertence à família Iniidae.

Como resultado da vida em águas turvas, os olhos dos golfinhos de rio tornaram-se muito pequenos. Três das espécies de golfinhos de rio são quase cegas e apenas contam com o seu sonar para encontrar alimento e navegarem. Os seus corpos são flexiveis e ideais para perseguir as suas presas. Estes mamíferos caçam sozinhos ou em grupos de 2 ou 3, e alimentam-se, basicamente, de peixe.

Os golfinhos possuem um sistema acústico de localização realizado através do retorno do som emitido (eco) que é chamado de ecolocalização. Este sistema possibilita a localização de presas e objetos, determinando sua forma, tamanho, textura e distância do mesmo.

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Curiosidades
 
> Os golfinhos podem atingir a velocidade de 36 km/h.

> As barbatanas peitorais evidenciam a origem terrestre do golfinho, com uma estrutura típica de membro ósseo, com cinco dedos.

> Os golfinhos têm grande capacidade de aprendizagem, sendo atores populares em exibições de aquário. A marinha dos EUA iniciou o treinamento de golfinhos com fins militares em 1962 e, em 1987, enviou ao Golfo Pérsico seis golfinhos para a detecção de minas.

> Os golfinhos são mamíferos aquáticos. Respiram por pulmões e têm sangue quente.

> O maior golfinho é a orca, que pode medir até 9,5 metros de comprimento e pesar até 6 toneladas. As crias nascem com cerca de 180 Kg e medem cerca de 2,4 metros de comprimento.

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Lenda do boto rosa

A mitologia amazônida conta que o boto rosa possui a habilidade de emergir das águas dos rios à noite e se transformar num homem muito sedutor. Por isso, toda donzela era alertada por suas mães para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes, por detrás poderia estar a figura do boto, um conquistador de corações, que queria engravidá-las e voltar aos rios.

Seduzidas, as mulheres mantinham encontros furtivos com o boto, que, ao amanhecer retornava ao seu habitat.

Testemunhas afirmam que ele sempre se apresenta muito bem vestido, usando um chapéu para ocultar um orifício para respiração que originalmente o animal possui no alto da cabeça. Freqüenta bailes, dançam, namoram e conversam.

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Comentários
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gabrielle thaís  - a leenda doos bootos!   |23/11/09
essa semana minha professora de português fallou q uma amiga della foi pra belém. ella nunka tiinhaa ido pra la´. aii quando chegou lá fikou encatada olhando pro boto, aii todo mundo ohando pra ella com raiva. porq as pessoas de lá odiava o boto por causa da lenda. pra fallar a verdade eu naum acreditoo naum, maiis tmb pode ser verdade. mais q é enteressante é siim !
vlw aêê !
odair   |19/08/08
Adoro a ilha de Algodoal, ela é fantástica.
Gosto de ir p/ lá.
Amo meu lugar.
silvany larisse do rosario da   |11/03/08
pq existe a lenda do boto cor de rosa?
elizabeth catharina kovalski d  - a lenda do boto cor de rosa do amazonas   |11/01/08
essa lenda e linda gostei muito dessa lenda e gostaria que todos nos preservassemos os botos golfinhos enfim todos os animais do mundo eles sao tao lindos eu amo os animais de toda e qualquer especie eles sao maravilhosos preservem a natureza povo.
elizabeth catharina kovalski d  - a lenda do boto rosa   |11/01/08
eu adorei a lenda do boto e gostaria muito de encontrar esse rapaz sedutor dizem que ele e muito bonito e sedutor ele ipnotisa as moças e engravida elas mas assim mesmo gostaria de conhecer ele.
Mara Santos  - Conhecer para preservar   |27/07/07
O desconhecimento da da nossa biodiversidade faz com que muitas pessoas não se preocupem em preservar nosso ambiente,como os ecossistemas aquáticos, que viraram depósito de lixo. A maior parte do oxigênio que respiramos vem dos oceanos, fornecido pelas algas.Temos que enterder que tudo está interagindo, desde uma ostra que filtra detritos até o boto que salta durante nossa travessia para Algodoal. Qualquer interferência mal feita, sem o devido cuidado e controle, causará danos irreversíveis. Os botos de Algodoal são atração turística mundial e nós, paraenses, devemos cuidar deles para que não se tornem meros adereços de turistas...
Andréia de Oliveira  - É emocionante   |17/06/07
Já encontrei muitos botos na travessia de Marudá para Algodoal. Eles são muito simpáticos, é um grande prazer quando aparecem.
Jose Alvarez Junior  - A Educação ajuda a preservar   |25/04/07
Desde muito cedo, nós amazônidas, ouvimos dos mais velhos, lendas e mitos de seres encantados que habitam as matas, os rios e os campos. Estas histórias nos mostram o quanto devemos ter respeito por estes seres maravilhosos. Mas normalmente nestas narrativas, estes encantados são representados como seres que punem os malfeitores ou aqueles que se atrevem a entrar em território "proibido", deixando em muitas pessoas o sentimento de que eles são malignos e por isso os matam, sem se importar com a sua real importancia ecológica. Talvez uma política de educação ambiental voltada para comunidades onde se registram a ocorrência destes animais encantados, asclarecendo pontos essenciais de seu papel no ambiente como um fator importante no equilíbrio ecológico, poderia diminuir o medo e aumentar o respeito e admiração por este animais.
Jana   |25/04/07
Numa das minhas andanças pela ilha fui convidada a dar explicações sobre as intenções de “uma tal Suatá” à câmara de vereadores lá em Maracanã, município a que pertence a APA. Dúvidas esclarecidas, pegamos o barco para Maiandeua. Nunca pensei que presenciaria um espetáculo tão lindo, eram muitos os botos que seguiam o barco, brincavam pelas águas do rio, numa festa incansável no fim daquela tarde. Foi uma experiência sem igual, recomendo a todos, principalmente às crianças!
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