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O ritmo Carimbó foi criado nas fazendas da região do Salgado do Estado do Pará, no século XVIII, pelos negros escravos que nelas trabalhavam. Há quem diga que tudo começou na Ilha de Algodoal, mas não há como saber. A palavra carimbó, originalmente, vem do nome de um dos tambores que eram utilizados por esses mesmos negros. O tambor, que também era chamado de CURIMBÓ, é feito de um tronco oco, com cerca de um metro por trinta centímetros de diâmetro e couro de veado esticado sobre uma das extremidades. O instrumentista senta-se sobre o tronco e bate no couro com as mãos. Para o historiador Vicente Chermont, a batida do carimbó vem do ritmo africano chamado “batuque”. A dança do carimbó lembra dança-de-roda. Durante a sua execução, o homem corteja a mulher, num ritual mágico, onde é permitido ao homem requebrar a fim de seduzir sua companheira. Em algodoal, de janeiro a janeiro, é tempo de carimbó. Bastam ecoar os sons dos tambores pela ilha para a festa começar. Os nativos dão um show de dança e os visitantes se deleitam com o que vêem. Por mais que não se consiga dançar tão bem quanto o caboclo, é sempre delicioso experimentar o carimbó. O carimbó, certamente, é uma das maiores riquezas culturais da Ilha de Maiandeua.
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