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Polícia Federal investiga corrupção na SEMA
| Polícia Federal investiga corrupção na SEMA |
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| Luiz Flávio - Diário do Pará | ||||||
| 24-Mai-2009 | ||||||
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A situação ficou insustentável e o comentário é um só dentro do próprio governo: a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) se tornou um dos órgãos mais problemáticos da atual gestão, onde proliferam denúncias de favorecimento ilícito, esquemas de propina, liberação de planos de manejo e documentos frios "esquentados". A queda do secretário Walmir Ortega - ainda não oficializada pela governadora foi uma consequência natural desse estado de coisas. Sua administração ficou por um fio depois que afastou servidores efetivos e exonerou comissionados dentro de setores estratégicos da secretaria, criando um clima péssimo dentro do órgão, principalmente em cima dos funcionários que lidam diretamente com a liberação dos processos. Mas, para entender como a SEMA chegou a esse quadro atual, é preciso regredir um pouco no tempo. Com a vitória do presidente Lula em 2003, a superintendência do Ibama local passou para as mãos do atual secretário de Projetos Estratégicos, Marcílio Monteiro, ex-marido da governadora, que, na época, ainda era senadora e foi a responsável pela sua indicação ao cargo. Pouco depois, o governo federal transferiu para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente algumas das Estado, mas também os créditos já autorizados pelo Ibama, que foram devidamente turbinados de forma fraudulenta. Quem tinha, por exemplo, 10 mil metros cúbicos de madeira autorizados pelo Ibama, na transferência para a Sema apareceu no sistema com 30, 40 mil metros cúbicos liberados", revela um servidor do Ibama, que, por questões óbvias, prefere se manter no anonimato. Denúncias feitas, todo o esquema foi devidamente apurado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, inclusive com várias prisões. O processo se encontra inconcluso até hoje. "Em 2006, o PT assumiu o governo do Estado e a governadora trouxe para a Sema o Walmir Ortega, indicação da ministra Marina Silva. A intenção era verticalizar a gestão ambiental no Estado do Pará, mas isso nunca ocorreu. Junto com Ortega vieram outras pessoas, também de outros Estados, que foram colocadas em cargos estratégicos dentro da secretaria", revela o funcionário. No entanto, depois de "criar dificuldades para vender facilidades" e deixar o setor madeireiro engessado por quase dois anos, sem a liberação de projetos de manejo, esses mesmos dirigentes saíram da secretaria e abriram escritórios de consultoria que trabalham hoje para empresas madeireiras do Estado junto à SEMA. "Ou seja, começaram a atuar de um lado do balcão, estabeleceram um grande esquema e hoje atuam no outro lado, ajudando a liberação dos projetos por meio de consultorias. O esquema é perfeito", comenta a fonte. principais competências do Ibama, como a liberação dos projetos de manejo. O processo ocorreu de maneira açodada, sem que o órgão estadual tenha se preparado como deveria para assumir essa responsabilidade. Os planos de manejo são o "filé mignon" do setor madeireiro, pois, sem eles, não há como as madeireiras obterem a matéria-prima do seu negócio. "Ocorre que, na ocasião, não apenas os planos de manejo foram transferidos para o Estado, mas também os créditos já autorizados pelo IBAMA, que foram devidamente turbinados de forma fraudulenta. Quem tinha, por exemplo, 10 mil metros cúbicos de madeira autorizados pelo IBAMA, na transferência para a SEMA apareceu no sistema com 30, 40 mil metros cúbicos liberados, revela um servidor do IBAMA, que, por razões óbvias, prefere se manter no anonimato. Denúncias feitas, todo o esquema foi devidamente apurado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, inclusive com várias prisões. O processo se encontra inconcluso até hoje. " Em 2006, o PT assumiu o Governo do Estado e a Governadora trouxe para a SEMA o Walmir Ortega, indicação da Ministra Marina Silva. A intenção era verticalizar a Gestão Ambiental no Estado do Pará, mas isso nunca ocorreu. Junto com Ortega, vieram outras pessoas, também de outros estados, que foram colocadas em cargos estratégicos dentro da secretaria", revela o funcionário.
No entanto, depois de "criar dificuldades para vender facilidades" e deixar o setor madeireiro engessado por quase dois anos, se a liberação de projetos de manejo, esses mesmos dirigentes sairam da secretaria e abriram escritórios de consultoria que trabalham hoje para empresas madeireiras do estado junto à SEMA. "Ou seja, começaram a atuar de um lado do balcão, estabeleceram um grande esquema e hoje atual no outro lado, ajudando a liberação dos projetos por meio de consultorias. O esquema é perfeito", comenta a fonte. |
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