Página inicialNotícias Pará tem 90 dias para apresentar solução para falta de Segurança Pública em Algodoal
Pará tem 90 dias para apresentar solução para falta de Segurança Pública em Algodoal
Marcelo Costa
08-Jun-2009
Aconteceu no último dia 4, na Câmara Municipal de Maracanã, a Audiência de Conciliação designada pela justiça estadual, com o objetivo de solucionar a falta de segurança pública na ilha de Algodoal denunciada pela ONG Suatá. A sessão foi presidida pelo Juiz Francisco Roberto.
As polícias
Representantes das Polícias Civil e Militar confirmaram a precariedade das condições de trabalho na ilha.
O Coronel Elder, da PM, falou da dificuldade de manter um destacamento permanente em Algodoal devido à falta de alojamento e de alimentação para os policiais.
O Delegado Ronaldo Hélio, de Maracanã, disse que, apesar de todas as dificuldades, como a falta de viaturas para a Polícia Civil, o péssimo estado de conservação do prédio da PC e a existência de apenas um escrivão para efetuar todos os procedimentos, vem cumprindo os mandados busca e apreensão e prisão expedidos pela Justiça.
O Vereador Melo lembrou que, na Audiência Pública realizada em Algodoal no dia 13/03/2009, a Polícia Militar se comprometeu a passar a fazer policiamento permanente na ilha no prazo de uma semana, o que, até o momento, não aconteceu.
O Estado do Pará
A Procuradora do Estado, Dra. Fernanda Jorge Siqueira, afirmou que o Estado do Pará tem todo o interesse em resolver o problema. Segundo ela, há R$ 150.000,00 destinados à reforma e à adaptação da Delegacia de Algodoal, mas a Assembléia Legislativa somente autorizou o gasto para o ano de 2010.
A ONG Suatá
A ONG Suatá sugeriu que fosse elaborado pelo órgão competente do Estado do Pará um planejamento estratégico, como uma proposta para resolver, de forma definitiva, a falta de segurança pública no município, que deverá ser executado em curto, médio e longo prazo, que contemple a instituição de um Conselho de Segurança local, a fim de que se garanta a participação efetiva da comunidade, e a inclusão do Município de Maracanã no Programa Nacional de Segurança Pública - PRONASCI, do Ministério da Justiça.
Ficou acertado que o Juízo da Comarca de Maracanã requisitará a elaboração do planejamento Estratégico ao órgão competente do Estado do Pará, que terá o prazo de 90 dias para apresentá-lo.
O Ministério Público
Por intermédio do Promotor Bezaliel Alvarenga, o Ministério Público, ingressou com uma Ação Civil Pública pedindo a interdição das celas da delegacia, por falta de condições de higiene e segurança.
O futuro
Assim que o Planejamento Estratégico ficar pronto, a ONG Suatá vai requerer a realização de outra Audiência Pública, desta vez na ilha de Algodoal, para analisá-lo e avaliá-lo junto à comunidade. Caso seja aprovado, o planejamento seguirá para ser homologado pela justiça, por sentença.
A partir deste momento, caso o planejamento não seja cumprido pelo Estado do Pará, a justiça poderá multar e determinar a execução forçada da sentença, além de determinar sanções civil, penal e administrativa aos responsáveis pelo descumprimento.
Estão de parabens todos da ONG Suatá, por relevantes serviços, em prol da segurança, dessa que é uma paixão dos paraenses como eu que moro fora desse lindo estado.
Ilma
|09/06/09
Pois é, o problema é que isso tudo só fica em audiencia...até parece que as autoridades máximas do Pará nao tem nenhum interesse em mudar os fatos de fato.
Grande abraço!
Sandoval
|09/06/09
Acho que vocês deverião acionar a Secretaria estadual do Meio Ambiente, Ibama e SSP/Pa. atraves de um Mandato de Segurança Coletivo, fins ter os direitos assegurados. Ele deverar ser apresentado por uma instituição (ong, associação, partido politico, etc.)
3) MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO - art. 5º, LXX, da CF
- legitimidade ativa: só pode ser impetrado por partido político com representação no CN ou organismo sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. O impetrante atua como substituto processual dos associados, ou seja, age em nome próprio na defesa de interesse de terceiro (deve ser autorizada - estatuto).
Luciane Pereira
|09/06/09
Com o mês de julho tão próximo, acredito que deveriam ser tomadas medidas emergenciais em que já houvesse Policiamento constante no período em que há a circulação de um fluxo muito grande de turistas. E esse "Plano eleitoreiro", foi muito bem destacado pelo Nazareno. Vamos torcer para que mais essa promessa se cumpra.
Nazareno
|09/06/09
É isso aí! As coisas só acontecem neste país se todos unirem forças. Muitas vezes o poder público simplesmente é inoperante. Falou-se em R$ 150 mil reais que só poderão ser usados em 2010. Daí eu me pergunto: Por que só ano que vem? A resposta é simples. 2010 é ano eleitoral e esses 150 mil serão utilizados com fins eleitoreiros, com certeza. Enquanto isso, a população e a amantes dessa ilha ficam à mercê da criminalidade, do descaso e do abandono. Vergonha é pouco!
Hailton
|09/06/09
Tenho acompanhado todos os seus e-mail´s, espero que estes Orgãos do Estado cumpram com os seus deveres.Eu continuo acreditando neste brilhante trabalho que voces da ONG SUATA estão desenvolvendo em prol da nossa Ilha.
Luzivaldo
|09/06/09
É de parabenizar o labor desta instituição no que se refere à segurança pública. Entretanto, prudente seja feito antes de qualquer tomada de decisão quanto a projetos (construção de trapiche/da ponte maracanã quarenta/permissão de bares nas praias e outros) na ilha, a comunicação à comunidade em respeito ao sagrado direito de informação, pois é ela a receber os impactos reais e concretos dessas desastrosas iniciativas, visto que atinge o berçário de tartarugas, a fonte econômica, saúde e bem estar dos nativos: Que fique o razoável registro.
Joaquim Accioli
|08/06/09
E para o mês de julho que já está ai na porta, o que vamos ter de policiamento na ilha?
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