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A construção de um trapiche para embarque e desembarque de passageiros em Algodoal, uma reivindicação antiga de moradores e visitantes da ilha, está sendo alvo de denuncia por parte do presidente da ONG Suatá, através do advogado Marcelo Costa, e também dos integrantes do Conselho Gestor da Area de Proteção Ambiental (APA) de Algodoal. Com a aproximação do período de veraneio, o assunto passou a ser prioridade.
Marcelo Costa conta que o governo do Estado, após licitação, iniciou as obras ainda em 2007. E que após a conclusão do que a Secretaria Executiva de Transporte (Setran) chamava de primeira fase, a obra foi abandonada. 'Em outubro de 2008, enviamos reclamação à governadora Ana Júlia pelo desperdício de dinheiro público e pelo não atendimento das necessidades da APA de Algodoal. Em resposta, a Setran nos informou que em breve seria dado prosseguimento à segunda etapa das obras do trapiche de Vila Maiandeua/Algodoal, assim que o processo licitatório fosse realizado. E que a previsão era a de que o trapiche seria concluído no início de 2009', relata Marcelo Costa. 'Mas até hoje nada foi feito e, o que é pior, o trapiche terá que ser reformado, já que é claro e visivel o estado de degradação em que o mesmo se encontra', reiterou Marcelo Costa, ao afirmar que 'a atuação do Governo do Estado na ilha de Algodoal é lamentável'. 'As Secretarias Estaduais', diz, 'esvaziam o Conselho Gestor, ignorando a sua existência, tomando decisões unilaterais que prejudicam o desenvolvimento da ilha'.
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