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Algodoal: paraíso em pleno Salgado
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Algodoal: paraíso em pleno Salgado
| Algodoal: paraíso em pleno Salgado |
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| Diário do Pará | ||||||||||||||||||||||||
| 15-Abr-2010 | ||||||||||||||||||||||||
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Há quem diga que quem pisa na Ilha de Maiandeua não consegue esquecê-la. Também, pudera. A nossa Ilha de Algodoal provoca em seus visitantes no mínimo um choque de realidade: pés em contato direto com a areia, pouca luz e as únicas buzinas ouvidas são as dos carrinhos de pipoca. Talvez seja um dos poucos balneários do mundo onde carros não entram nem sob decreto. Luz elétrica é novidade, assim como a quantidade abusiva de turistas que rondam a ilha atrás de aventuras e um contato maior com a natureza. A beleza de suas praias encanta até mesmo os nascidos lá, que se enchem de patriotismo para falar dos encantos e das lendas do local. Tanto diferencial fez de Algodoal um destino certo durante os feriados prolongados tanto para os paraenses quanto para pessoas do Brasil afora.
Exotismo talvez seja a palavra mais próxima a defini-la.
Maiandeua tem origem no Tupi e significa “Mãe da Terra”. O cognome
“Algodoal” surgiu em virtude da abundância de uma planta nativa
conhecida como algodão de seda, ainda presente na região. Os 19 km² da
ilha são marcados pela tranquilidade (ou pelo clima de festa durante a
alta temporada), pelos cenários paradisíacos que atraem turistas de todo
o mundo e pela rusticidade que oferece. A comunidade é formada por
pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da
agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo. A energia elétrica somente foi introduzida na ilha em janeiro de 2005 e o abastecimento de água é realizado por meio de poços artesianos que fornecem água de boa qualidade. Quem quiser se locomover sem precisar usar as pernas, terá que pegar um diferente tipo de táxi, à base de carroça puxada por um cavado. Motor só se for nos barcos, pois veículos terrestres motorizados não podem entrar na ilha. Algodoal é, também, o nome da maior vila das quatro que existem na ilha. As outras três são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca. Algodoal é a principal por ser a maior e é a que possui a melhor infraestrutura para acomodação de turistas e, consequentemente, a que recebe mais visitantes. Com areia muito branca e fina, as praias da região são cercadas de dunas que possuem uma vegetação característica de restinga e oferecem frutas em abundância, principalmente nas épocas do caju e do ajuru. A temperatura aquecida das águas também agrada (em média 22°C). A maior parte de suas extensões de areia permanece deserta, mesmo em períodos de alta temporada, o que permite a realização de piqueniques privados. Caso se prefira as praias mais badaladas, as opções são a da Princesa e a da Caixa D’água. O lugar tem a mesma vantagem dos demais municípios da região do Salgado: todas sofrem influência das marés dos rios amazônicos, o que faz com que, de seis em seis horas, haja uma variação significativa no nível do mar. Hospitalidade é marcante no povo local Outra questão que impressiona em Algodoal é a hospitalidade dos nativos da ilha. São muitos os casos de pescadores e outros moradores da região que emprestam um lugar da casa para os visitantes. Isso fez com que muitos turistas ficassem mais próximos da ilha por conta dos laços de afeto. É o caso do advogado Evandro Araújo, que pelo menos cinco vezes por ano tem que visitar Algodoal, ou melhor, precisa ir à casa de Fábio Teixeira. Em 2005 ele queria muito ir pra Algodoal e não tinha dinheiro pra alugar uma pousada. Viajou com uma barraca e foi bater na casa da família perguntar se poderia acampar no quintal dele e quanto ele cobraria pra isso. “Não precisei pagar nada. Fui conhecendo toda a família e criando uma forte amizade com todos. Eles sempre me trataram com muito carinho, me davam toda assistência, traziam peixe pra eu almoçar, faziam baião de dois, essas coisas. Hoje considero todos eles como meus amigos de verdade, pelo menos uma vez por semana eu ligo pra saber como eles estão, eles também sempre me ligam pra contar as novidades da ilha”. Para Evandro, a ilha é mais do que especial. “Eu acho Algodoal o lugar mais perfeito do Brasil. Já viajei bastante por aqui e posso afirmar que não existe um lugar como esse, com a energia que tem, com a felicidade das pessoas que estão ali se divertindo e com a hospitalidade que os nativos oferecem aos turistas... Tudo isso faz com que deixemos todos os nossos problemas lá em Marudá, antes de entrar no pô-pô-pô e só voltamos a ter contato com eles na volta da ilha”. Por que se orgulhar? A ilha de Algodoal é um dos poucos lugares no Estado onde é possível encontrar uma beleza primitiva e rústica sem alguns ícones da civilização, como veículos motorizados. Além disso, Algodoal possui uma cultura forte e os moradores do local chamam a atenção pela hospitalidade.
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