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Recebemos a denúncia do naufrágio do barco Atlântico com cerca de 40 passageiros a bordo, na travessia Algodoal/Marudá. O acidente aconteceu no primeiro dia deste ano, às 4 horas da manhã.
A embarcação era conduzida por um barqueiro embriagado. Após colidir algumas vezes com bancos de areia, o barco parou de funcionar e começou a encher de água. O barqueiro mandou que os passageiros pulassem no mar.
Todos ficaram em pânico, amparados pelo banco de areia, enquanto a maré subia sugerindo a tragédia que poderia acontecer. Por sorte, às 05:30h, dois barcos que faziam o mesmo trajeto resgataram todos com vida.
Durante os momentos de agonia, foi feito contato via celular com a polícia militar que informou que seria necessário que os náufragos nadassem até a praia de Marudá para que pudessem ser ajudados, uma vez que a polícia não dispõe de embarcações de resgate.
A denúncia do grave acidente foi encaminhada ao Governo do Estado do Pará. A ARCON (Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará) reconhece que é responsável por regular o serviço de transporte de passageiros no trecho Algodoal/Marudá, porém isso nunca aconteceu. O Dr. Cláudio Conde, responsável pelos transportes hidroviários no estado, promete que a regulamentação em Algodoal acotecerá ainda neste ano.
Todos que freqüentamos a ilha sabemos o quanto é urgente a intervenção da ARCON na travessia para Algodoal. Além de ser freqüente os barqueiros estarem embriagados na travessia, há outros tipos de abusos a que são submetidos os turistas: falta de horários para partida (é comum ficar horas no barco aguardando haver lotação suficiente para o barco partir), prática de preços abusivos, etc.
A denúncia também foi encaminhada à Capitania dos Portos, que ainda não se manisfestou, mas sabemos que o Comando da Marinha tomará as providências cabíveis.
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